A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/10/2019

O plano de metas de Juscelino foi um programa de governo que visou o desenvolvimento de infraestrutura do Brasil, com foco no sistema rodoviário e indústrias de base como metalúrgicas e siderurgias. Entretanto, tal medida sentenciou o país a depender de suas estradas também devido a influência petrolífera presente. Deste modo, gerou-se uma crise na mobilidade urbana com duas principais problemáticas: a desconfiança populacional no transporte público e a cultura do uso do carro particular.

Em contato direto com o trânsito caótico das metrópoles brasileiras, dificilmente o cidadão convence-se do uso de transportes alternativos, como bicicletas, devido sua reconhecível vulnerabilidade. Contudo, segundo pesquisa do IBOPE, o número de usuários da ciclovia da Avenida Paulista mais que dobrou no período de 2014 a 2015. Consoante a isto, é notório a disposição do cidadão em utilizar ciclo-faixas quando há a infraestrutura necessária para proliferação do uso seguro e confiável do meio de transporte não-usual.

Com efeito, o investimento em alternativas ao carro particular como instalações de BRTs (Bus Rapid Transit) e renovações de frota de ônibus provam-se extremamente eficazes, pois, ainda segundo a pesquisa realizada pelo IBOPE, o uso de transporte público alavancou-se cerca de 63% em relação ao ano anterior em 2015, em contra-partida, a diminuição do uso do carro que apresentou redução de 56% para 45% no mesmo período. Nesse sentido, o incentivo de investimentos em corredores de ônibus e renovação de frota para oferta de melhor qualidade são essenciais para abolição da cultura do automóvel pessoal.

Em suma, os caminhos para frear a crise na mobilidade urbana incluem medidas realizadas pelo Ministério da infraestrutura que incentivem a instalação eficaz de BRTs com o barateamento de tarifas para que haja o incentivo do uso do transporte público. Assim como, ampliação de ciclovias seguras. Por conseguinte, o benefício populacional e urbano será exponencial, ao propósito de um desenvolvimento urbano mais saudável.