A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a crise na mobilidade urbana está crescendo. Logo, esse cenário antagônico é fruto do aumento no contingente de veículos e perpetuado pela falta de políticas de incentivo à transportes em massa e alternativos. Diante disso, é fundamental a discussão desses aspectos, com intuito do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o acréscimo no número de carros nas ruas é o promotor do problema. A partir desse pressuposto, leva-se em consideração a pesquisa realizada em 2016 pela Fundação Getúlio Vargas, na qual relatou que a frota de automóveis aumentou em 400% nos últimos 10 anos, isso retarda a resolução do empecilho, porque contribui para a continuidade do quadro deletério. Portanto, é evidente que é necessário a introdução de transportes alternativos nas urbes, com a finalidade de acabar com os problemas da sociedade.

Outrossim, é impetrativo ressaltar que a crise na mobilidade urbana deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Acerca dessa lógica, segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem–estar da população, contudo, isso não ocorre no Brasil. Sob essa ótica, devido a falta de atuação das autoridades para substituir o uso dos populares automóveis, o trânsito brasileiro está próximo de um colapso, ocasionado pelo grande número de carros. Desse modo, se verifica que uma ótima alternativa para os automotores são as bicicletas, como exemplo tem-se as ciclovias permanentes da cidade de Bogotá, as quais tornaram a mobilidade do local muito fluída. Assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Destarte, a fim de mitigar a crescente crise na mobilidade urbana, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras, será revertido na instauração de um meio de transporte alternativo, por meio da construção de ciclovias como as de Bogotá. Ademais, após essa ação, o mesmo agente deve incentivar a população a usar as bicicletas e ajudar na resolução da problemática. Dessarte, atenuar-se-á a crise causada pelo sucateamento do governo e grande frota de carros, com isso a coletividade alcançará a Utopia de More.