A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/10/2019
Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil urbanizou-se de forma rápida e desordenada, visto que não houve planejamento adequado. Com o Plano de Metas de Juscelino Kubitschek, houve incentivo para a compra de carro particular. O reflexo desse incentivo é sentido na atualidade, com trânsito caótico, demorado e motoristas sem paciência. Com essa perspectiva, convém a análise das principais causas e possíveis alternativas para esse embróglio.
O sociólogo francês, Pierre Bourdieu, em sua teoria “Habitus”, relata que o indivíduo incorpora as estruturas impostas à sua realidade; após aderir, neutraliza e reproduz. Analogamente, observa-se que a grande parte da população que não possuem condições para arcar com a alta despesa de um carro, se vêem obrigados a usarem o transporte público, que em sua maioria é de má qualidade e com preços altos. Desse modo, quando somado aos carros e motos particulares, e, motos, táxis e carros de aplicativos, resultam em um trânsito alarmante, causando engarrafamentos diários, tornando trajetos de curto tempo longos.
O não uso do transporte público dar-se pela falta de segurança, má qualidade e demora para passar e chegar ao destino final. Outro fator é a comodidade e sedentarismo, problema do século XXI, faz com que a população opte pelo mais “confortável” e menos cansativo, deixando a bicicleta de lado.
Em resumo, a falta de planejamento das grandes cidades causam trânsitos caóticos e estressante. Cabe a prefeitura junto do departamento de trânsito estudar e planejar maneiras ágeis e eficientes para melhorar o deslocamento, permitindo-o ser fluído e rápido. Medidas como faixas com horários específico para ônibus, ciclofaixas e implantação de mais veículos sob trilhos. Por sua vez, o governo deve oferecer melhores ônibus, implantar mais ciclovias, metrô e trens, além de não taxa-los com preços abusivos. Incentivos como “sexta sem carro” também ajuda, visto que o objetivo seja buscar alternativas mais sustentáveis e saudáveis.