A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 30/10/2019
Em meio ao “século das luzes”, a cidade de Paris foi inteiramente reconstruída para interagir com sua população e tornar mais seguras e acessíveis suas vias. Entretanto, contrariamente à capital francesa, cidades brasileiras sofrem por não possuírem infraestrutura adequada e planejamentos necessários para garantir uma eficiente mobilidade urbana, questão que se originou devido ao crescimento desordenado nas metrópoles e o estímulo a compra de automóveis ocorrido no século XX.
A piori, entre os períodos mais relevantes em que econtra-se as raízes desse problema, há aquele em que o ex presidente Juscelino Kubitschek, através do Plano de Metas, icentivou a vinda de indústrias automobilísticas e o consumo de carros pela população. Por consequência, tal medida saturou as cidades da época, pois essas não possuiam infraestrutura para absorver o crescimento exponencial de automóveis e, desenvolveram-se de maneira desordenada e inadequada, tornando-se problemas atuais.
Ademais, segundo pesquisas do IBOPE, cerca de 83% dos indivíduos que utilizam carro diariamente deixariam de utilizá-lo se houvesse outra alternativa de transporte público que atendesse suas expectativas. Portanto, nota-se que uma melhor gestão nos transportes coletivos e maiores investimentos no setor descongestionariam o trânsito nas vias nacionais e, consequentemente, diminuiriam as taxas de gás carbônico emitidas em solo nacional devido a baixa no tráfego automoilístico.
Em síntese, para que se atenue os problemas urbanos de mobilidade. Torna-se, portanto, necessário que o Poder Público, por meio de investimentos, crie melhores condições de habitação e conforto nos transportes coletivos - para que assim, estimule a vinda daqueles que não o utilizam. Outrossim, o Ministério da Infraestrutura deve, através da reforma e construção de novas vias, descongestionar aquelas que atualmente encontram-se saturadas. Dessa forma, o Brasil poderá superar suas adversidades e tornar-se exemplo de mobilidade urbana, assim como Paris se tornou durante o “século das luzes”.