A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/11/2019
Nos tempos modernos, o trânsito vem sendo uma constante na vida dos cidadãos brasileiros, desde o século XIX, quando inventaram os primeiros carros. O carro facilita, especialmente, as vidas dos trabalhadores, que precisam chegar rápido no trabalho, seja por causa de uma reunião importante ou um chefe rigoroso com o horário. Porém, ultimamente, o trânsito vem sendo um dos maiores inimigos do trabalhador brasileiro: inúmeros engarrafamentos e o quanto mais passa o tempo preso neles, aquela reunião importante precisa ser adiada, ou as crianças terão que ficar mais meia hora esperando na escola.
O engarrafamento é realmente preocupante, ainda mais se reparar que a maioria dos cidadãos parados no trânsito sofrem da chamada “migração pêndulo”, na qual o trabalhador se encontra preso na rotina de se deslocar de sua cidade distante para o centro da metrópole por causa do emprego, e depois se mover todo o percurso de volta no final do dia. Isso é muito frequente também, por exemplo, quando ocorre a segregação espacial em uma cidade, onde se apresentam contrastes gritantes entre lugares marcados por diferenças de classes sociais, que, onde geralmente as pessoas que moram do lado não tão afortunado trabalha para as pessoas do outro lado, o lado de luxo.
Nos últimos tempos, pode observar-se que a população vem alternando seus meios de transporte, mudando do carro para a bicicleta, o que de acordo com a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, há cerca de 2 mil pessoas usando cada vez mais bicicletas para se locomover pelas ruas no lugar de outros veículos. No entanto, também há um número extenso de pessoas apelando para o transporte público, muitas vezes como uma via de escape do trânsito engarrafado e economizar gasolina, e acabam sofrendo com o ônibus lotado, já que muitos têm a mesma ideia. Porém, o ônibus ainda deixa muito a desejar, pois o pobre investimento no transporte por parte do governo faz a experiência em andar de ônibus pouco prazerosa, com faixas insuficientes e muitos com falta de ar-condicionado, o que, para um país tropical como o Brasil, pode deixar a viagem em um ônibus lotado uma tortura durante os tempos de verão.
No entanto, muitos dos lugares de destino da maioria dos cidadãos não levam mais de cinco minutos para chegar, sendo assim, uma viagem de bicicleta ou patinetes seria uma escolha mais inteligente àquela de passar um grande tempo em um carro preso em engarrafamentos, além de também contribuir para o bem do meio ambiente, evitando a poluição do ar. Todavia, para a população que não possui escolha senão experienciar a migração pêndulo todos os dias, o governo deve prover transporte público de qualidade e investir mais no sistema BRT para rapidez e fácil deslocamento entre cidades.