A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/10/2019

" No meio do caminho tinha uma pedra.Tinha uma pedra no meio do caminho". A frase do poeta modernista Carlos Drumond de Andrade, apresenta os grandes obstáculos que a sociedade percorre ao longo de seu desenvolvimento. Nesse contexto, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, caracteriza-se como um problema vivido por muitos brasileiros, apresentando como causas, a falta de planejamento urbano e a baixa qualidade de serviços públicos.

Primeiramente, a urbanização no Brasil começou no final do século XIX com a chegada da industrialização, provocando o fenômeno do êxodo rural, no qual as pessoas migravam do campo para a cidade em busca de melhores condições de vida. Em decorrência disso, veio a falta de infraestrutura, pois as cidades não estavam preparadas para suportar esse deslocamento em massa de pessoas. Pesquisas apontam que em 1960, 80% dos brasileiros já moravam em cidades e não mais em espaços rurais.

Concomitantemente a isso, a baixa qualidade de transportes públicos contribui para a perpetuação do problema, no qual a falta de segurança, conforto e as constantes lotações, faz a população possuir uma visão pessimista do ônibus, trem e metrô. Segundo uma entrevista realizada pela Ideia Big Data, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas de ônibus negativa, e apenas 39% dos entrevistados, possui uma visão positiva do transporte público.

Infere-se, portanto, que a crise da mobilidade urbana é uma pedra a ser removida do meio do caminho. Diante disso, cabe ao Governo Federal promover um planejamento urbano adequado, com projetos arquitetônicos, responsáveis pelo espaço público, visando um ambiente mais acessível  e harmonioso para a população, ademais, fornecer investimentos em transportes públicos, objetivando a melhoria da qualidade de serviço prestado aos usuários. Tais medidas, podem implicar nas  diminuições de problemas ocasionados pela mobilidade urbana, contribuindo para o desenvolvimento das cidades.