A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/10/2019
tema: Uberização do trabalho na era tecnológica
Em 1789, o iluminismo consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo pela primeira vez liberdade a todos. Contudo, a “uberização” do trabalho age como amarra laborial frente a precarização do trabalhador e impede que a população experimente a ideologia libertária proposta pelos iluministas. Sob essa perspectiva, o capitalismo empresarial bem como a falta de fiscalização contribuem para a intensificação de tal problemática. Assim, torna-se fundamental discutir os delicados impasse frente à problemática em questão.
Em primeira análise, cabe pontuar que em meio ao capitalismo manipulador dos grandes grupos empresariais vê-se a redução dos direitos do trabalhador. Isso porque à procura por grande lucratividade e a redução dos custos converge para contratos descentralizados, em que que a preocupação centra-se no consumidor final e nos meios tecnológicos. Por conseguinte, o trabalhador passa pelo processo de objetificação no meio social-conforme abordou o exímio sociólogo Foucalt. Dessa forma, a permanência desse tipo de relação laborial dá continuidade as desigualdades, além de agir para o declínio do cenário humanístico.
Ademais, torna-se relevante analisar os riscos cotidianos ao quais são submetidos os funcionários. Nesse viés, a tecnologia é utilizada como ferramenta de serviços, tanto de mobilidade por automóveis, quanto na entrega de refeições prontas, tais meios tecnológicos facilitam a falta de regulamentação por parte dos órgãos trabalhistas e no caso de ocorrer algum problema com o trabalhador, a empresa não possui nenhum tipo de seguro. Assim, é válido exemplificar tal situação pelo que ocorreu a um motoqueiro, ao fazer a entrega do pedido passou mal e como não teve um atendimento digno, chegou a óbito, como resultado a empresa não teve responsabilização. Dessa forma, há a necessidade de haver a fiscalização e defesa dos direitos empregatícios para garantia da humanização.
Fica claro, portanto. que é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, cabe ao Ministério do Trabalho a criação de um Plano Nacional, que vise a melhoria no âmbito laborativo e a igualdade de direitos. Tal projeto deverá ser regulamentado mediante o estabelecimento de medidas protetivas, como também a atuação das empresas para se comprometer na regulamentação dos funcionários e a ação de órgãos fiscalizatórios, que iriam agir de modo a multar a falta de cumprimento dos direitos definidos pelo plano. Logo, tais ações tem por finalidade o cumprimento dos direitos civis de cada trabalhador. Certamente, caso essas atitudes sejam efetivadas, possibilitará a dignificação e a ideologia libertária irá acontecer.