A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/10/2019

O combate às crises de mobilidade no Brasil

Na contemporaneidade, as crises de mobilidade urbana são desafios reais em grande parte do territorio nacional. Esse problema é consequencia da ineficácia do Estado no tocante ao investimento de infraestrutura de qualidade e pelos altos preços cobrados por empresas de transporte público. Desse modo, a população fica vulnerável num contexto de distúrbios psicológicos decorrente do aumento do estresse no trânsito corroborando com o aumento dos índices de violência.

Nesse contexto, destaca-se o processo de urbanização acelerado à partir da década de 70, decorrente do processo de industrialização tardia como um dos pilares responsáveis por essas crises. Isso permitiu que a população aderisse a migração pendular, ou seja, pessoas saem de suas cidades ou regiões para trabalhar e retornam num espaço curto de tempo. Posto isso, fica evidente que muitas pessoas escolhem o automóvel próprio como forma de deslocamento, e dessa forma, contribui para a piora do trânsito.

Outrossim, observam-se os altos custos das passagens de transporte público aderido à baixa qualidade dos serviços. Assim, de forma indireta, induz o indivíduo a não utilizar desses mecanismos. Essa realidade acarreta na geração de estresse, causado pelo trânsito, que podem gerar brigas de trânsito. Nesse sentido, de acordo com o escritor russo, Dostoiéviski, todos somos responsáveis de tudo, perante todos. Seguindo esse pensamento, é necessário o engajamento da sociedade nesse problema e buscar meios que possam minimizar essas crises.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Para tanto, o Governo deve dar subsídios à empresas que fornecem transporte público para seus funcionários, por meio de acordos sindicais, com o objetivo de reduzir a quantidade de carros nas ruas, e desse modo, melhorar o trânsito e a taxa de emissão de gás carbônico. Além disso, instituições de ensino, devem aprimorar e dissiminar aplicativos de mobilidade compartilhada. Isso deve ser feito por intermédio de estudos científicos, que demonstram o resultado nos gastos, na poluição e no resultado econômico para os empregados. Tudo isso permitirá a redução de carros nas ruas e gerará economia e bem estar aos proletáriados.