A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/10/2019

No documentário “As jornadas de Junho”, a obra mostra a situação precária dos transportes públicos e as dificuldades na mobilidade urbana da cidade São Paulo. Análogo a isso, é possível observar esse panorama nas metrópoles brasileiras, visto que todas enfrentam esse problema. Nessa perspectiva, é necessário analisar como a qualidade dos transportes públicos influenciam nessa problemática e, como ela prejudica o meio ambiente.

Primeiramente, vale salientar que a precariedade dos transportes públicos influenciam esse problema. Uma vez que, no ano de 2013 ocorreu o protesto Jornadas de Junho, que aconteceu devido ao aumento de tarifas nos transportes públicos de São Paulo que não tinham as qualificações necessárias para a alteração no preço, segundo G1 Notícias. Ademais, cabe pontuar que devido ao Brasil ter passado por um processo de colonização elitista e na década de 50 o país apoiar o capitalismo, ele adquiriu uma cultura de ostentação. De tal forma que a marca e qualidade do veículo refletia o status econômico do indivíduo. Desse modo, as qualidades dos transportes públicos interferem na mobilidade urbana, porque muitos dos cidadãos preferem o conforto e comodidade que eles não podem oferecer.

Em segundo plano, a crescente crise de mobilidade urbana interfere no meio ambiente. Em virtude de os veículos liberarem gás carbônico, que é prejudicial a atmosfera. Todavia, o Brasil não possui estruturas adequadas para a sustentabilidade, já que consoante aos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ciclovias representam somente 1% da malha rodoviária do país. Além disso, é valido destacar que o Brasil é um país rodoviário, visto que no governo de Juscelino Kubitschek foram construídas somente rodovias, ao invés de investirem em ferroviárias. Dessa forma, a falta de infraestrutura e investimento em medidas sustentáveis corroboram para o desmatamento da natureza.

Portanto, são necessárias medidas concretas que tenham como protagonistas o Estado e a Mídia. O Estado deverá investir nos municípios, para que então eles invistam nos transportes públicos e melhorem sua qualidade, e assim diminuam a crescente demanda de veículos. Outrossim, também é preciso que o Estado crie campanhas de conscientização que sejam transmitidas pela mídia, a fim de que elas expliquem a necessidade dos cidadãos utilizarem os transportes públicos e adotarem outros métodos sustentáveis de transporte - como as bicicletas. Por fim, também é preciso que o Estado invista nas construções de ciclovias, com a finalidade da população possuir meios de trocarem seus transportes.