A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/11/2019
Segundo a lei 12.587/12, conhecida como lei de mobilidade urbana, os municípios tem como obrigação melhorar o deslocamento das pessoas, integrar os diferentes meios de transportes e estabelecer um preço acessível para as tarifas dos mesmos. Mas a mobilidade urbana acaba não tendo esse investimento e planejamento por parte do governo. Nessa conjuntura, pode-se apontar a cultura do carro e falta de qualidade na infraestrutura dos transportes coletivos como problemas da mobilidade urbana brasileira.
A cultura do carro é algo que faz a mobilidade urbana ser prejudicada, a sociedade prefere se locomover com automóveis, do que com transporte coletivo. Uma vez que a indústria automotiva está presente no Brasil desde o início do século XX, com a revolução industrial, e passa a atuar de forma direta em território nacional a partir da década de 50 do mesmo século e acabou fazendo surgir na sociedade a cultura do carro. Consequentemente, desde a chegada da indústria automotiva no Brasil existe a preferência do uso de automóveis, e isso faz com exista uma crescente crise na mobilidade urbana, causando trânsito e aumento nos acidentes que ás vezes levam a morte. Segundo dados do Denatran o número de carros aumentou 68,2% desde a primeira década desse século.
Além disso a baixa qualidade dos transportes coletivos, contribui para que a sociedade tenha preferência em usar automóveis para se locomover. Pois desde que a indústria automotiva chegou no Brasil, as cidades acabaram sendo construídos incentivando o uso de automóveis e esquecendo dos pedestres, mas com os anos isso está se tornando uma crescente crise para a mobilidade urbana, ao governo deixar de investir em transportes coletivos ou ciclovias. Logo com poucos investimentos em relação a infraestrutura dos transportes coletivos, a qualidade esta ficando cada vez pior e a quantidade disponível para uso da população acaba não sendo suficiente, e com poucas ciclovias que acabam não acessando a maioria das regiões das cidades, a preferência por automóveis permanece alta. Mas segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE 90% dos entrevistados são favoráveis a corredores exclusivos para ônibus e 83% começaria a usar transporte coletivo se tivesse melhor qualidade.
Portanto, para reverter esse quadro, o governo, como instância máxima de administração executiva, deve investir na construção de ciclovias e na infraestrutura dos transportes coletivos. Isso ocorreria por meio de parcerias com empresas que fornecem os transportes coletivos e planejam construção de ciclovias, a fim de que tenha uma melhora na qualidade dos transportes e a sociedade comece a preferir se locomover de transportes coletivos ou bicicletas do que de automóveis melhorando o deslocamento das pessoas. De modo que a lei de mobilidade urbana seja colocada em prática.