A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/11/2019
A crescente crise da mobilidade urbana brasileira, é impasse de caráter social, geográfico e econômico. Uma vez que, a macrocefalia urbana desenvolvida com a industrialização nacional, configura consequências como: a segregação socioespacial e o aumento da poluição ambiental. Além disso, como agravante da crise, há à carência de investimentos no transporte público brasileiro. Logo, o devido problema com sequelas multifatoriais, urge intervenção.
Por conseguinte, no ano de 1930, quando há o início efetivo da industrialização brasileira, essa, se desenvolve nas áreas do Sudeste nacional; região que é caracterizada, no século XXI pela crise da mobilidade urbana. Sobretudo, o referido caos é cristalizado com o crescimento desordenado do meio urbano. Com isso, observa-se que desenvolvimento industrial no Brasil, favoreceu o avanço tecnológico. Contudo, a carência de planejamento das áreas das megacidades nativas, implica na mobilidade segura , acessível e digna ; assim como, na justiça social. Bem como, é retratado na obra " Quarto de Despejo - Diário de uma Favelada" de Maria Carolina de Jesus, que relata a vida periférica e marginalizada do acesso aos grandes centros e direitos básicos do cidadão.
Outrossim, tem-se como consequência da crise da mobilidade urbana brasileira, o aumento das vertentes da poluição ambiental. Que devido a isso , contribui para o surgimento de novos fenômenos climáticos , esses, específicos de regiões urbanizadas , como : as ilhas de calor. Essas , causam o aumento da temperatura local , em decorrência da construção civil e extinção de zonas florestadas.
Ademais, considerando o contexto histórico abordado, a crise tratada possui cunho econômico, ligado diretamente ao social. Porque, a precariedade do transporte público brasileiro, devido a falta de recursos financeiros destinados ao desenvolvimento desse setor , colabora para agravar impasse. Além de efetivar a exclusão social da classe dominada e impedir o acesso à ocupação da cidade .Uma vez que, a deficiência do transporte coletivo se configura em decorrência da sua característica unimodal.
Por fim, para mitigar as consequências da crise da mobilidade urbana brasileira, cabe ao Governo Federal, ao Poder Legislativo , ao Ministério Público e dos transportes, com a ação intencional de arquitetos e engenheiros civis; criar um plano urbano a fim de transformar o transporte vigente , em multimodal e intermodal ; para ligar de maneira dinâmica os grandes centros das regiões periféricas . Assim , garantir o acesso à cidade a todos, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. Ademais, cabe inserir ao plano urbano, uma legalidade , que determina um dia no ano para a plantação de árvores, ação dirigida por biólogos e divulgada nas principais mídias sociais e digitais.