A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/11/2019

Na metade do século XX, o presidente Juscelino Kubitschek, foi quem implantou de maneira contundente o rodoviarismo no Brasil. Para ele, essa iniciativa iria integrar o território nacional e atrair empresas automobilísticas. Entretanto, atualmente, o transporte rodoviário como meio mais utilizado para a locomoção trouxe alguns problemas, como os congestionamentos constantes e a poluição atmosférica, que interferem diretamente na qualidade de vida dos cidadãos.

Em primeiro plano, nota-se que os “engarrafamentos” fazem parte do cotidiano dos moradores de grandes centros urbanos. Paralelamente, um exemplo demostrado pelo IBOPE -Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística - mostra que os paulistanos gastam em média 3 horas do dia nas estradas. Dessa forma, o congestionamento das metrópoles proporciona uma menor qualidade de vida.

Ademais, vale ressaltar que os automovéis emitem vários gases poluentes, entre eles o dióxido de carbono, um dos responsáveis pelo efeito estufa. Simultaneamente, o Ministério da Saúde relata que houveram aumentos significativos no número de doenças respiratórias no estado de São Paulo. Logo, esses dados evidenciam que a poluição atmosférica contém duas adversidades: a ambiental e a da saúde.

Fica evidente, portanto, que o Estado deve intervir nessa perspectiva. Primordialmente, os municípios precisam diminuir o congestionamento, por meio de investimentos consistentes em meios de transporte público, para que os cidadãos possam locomover-se com qualidade e rapidez. Outrossim, o governo federal deve incentivar modos de descolocamento alternativos, mediante a construção de mais ciclovias e promoção de veículos que não utilizam combustíveis fósseis, com o intuito de diminuir a emissão de gases poluentes. Assim, o Brasil dá mais um passo no cumprimento da Constituição Federal sobre o direito de ir e vir com segurança e qualidade.