A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/11/2019

A infraestrutura de transportes não se desenvolveu proporcionalmente ao aumento populacional, gerando uma crise na mobilidade urbana brasileira. Quando se fala em desenvolvimento da infraestrutura de transportes, deve-se olhar sob duas óticas: aumento da eficiência dos deslocamentos e incremento dos espaços físicos, ou seja, mais rua e avenidas.

Em primeira análise, percebe-se que nos últimos 10 anos houve um incentivo à aquisição de automóveis, gerando aumentos significativos na quantidade de veículos circulando nas grandes cidades brasileiras. Entretanto, as vias que deslocam essa gicantesca frota permaneceram praticamente inalteradas, em relação aos projetos originais, realizando somente obras de conservação e alterações de pequena monta.

De outra parte, ressalta-se que a eficiência da infraestrutura de transporte não aumentou. A quantidade e qualidade do transporte coletivo está estagnada e são baixos os incentivos ao uso de modais alternativos, tais como bicicletas, patinetes e aplicativos de carona. Utiliza-se muito pouco a tecnologia, em favor dos agentes de controle de tráfego, para monitorar e detectar problemas de circulação nas ruas e avenidas da cidade, e assim, agir rapidamente em momento de crise.

Portanto, para que melhore a gestão da crise na mobilidade urbana brasileira, o governo deveria agir em dois aspectos, realizar políticas para desincentivar a quantidade de automóveis que circulam pela cidade, principalmente nos pontos de maior densidade populacional, e aumentar a eficiência da infraestrutura de transportes, com foco em aumentar a fiscalização na qualidade do serviço dos meios coletivos. Fugindo, assim, de soluções simplistas que visam somente o aumento de ruas e avenidas, postergando a solução definitiva do problema.