A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/12/2019

Em propagandas, o carro é vendido como a solução ideal para os problemas de locomoção que um indivíduo pode ter. A realidade, no entanto, possui discrepâncias no que tange os comercias de TV. Nesse sentido, percebe-se como o aglomerado automotivo nas vias urbanas ocasionam congestionamentos e demonstram a ineficácia do transporte coletivo, fazendo-se necessária a ação conjunta para a equação do problema.

Com o governo de Juscelino Kubitschek, a implantação das indústrias automobilísticas foi peça-chave para a priorização da compra de automóveis em detrimento do transporte coletivo. Nesse contexto, é notório a maior facilidade na obtenção de um veículo, mas atrelado a isso, não houve planejamento nas vias urbanas para suportar uma grande quantidade de veículos, causando congestionamentos nos centros. Além disso, os transportes coletivos, que deveriam atender a demanda, são ineficientes e de má qualidade. Dessa forma, torna-se problemático o ir e vir dentro da cidade, os quais são direitos de qualquer cidadão e que precisam ser implantados de forma plena.

Além dos dados citados, vale ressaltar que o congestionamento nas vias urbanas causa diversos problemas. Segundo o site Mundo Educação, os paulistas ficam diariamente entre 2 a 5 horas presos em engarrafamentos, o nível de estresse, ansiedade e exposição a poluição sonora e atmosférica é bastante expressiva, causando um aumento no número de pessoas com problemas respiratórios e de natureza emocional, atingindo diretamente a qualidade de vida dessas pessoas. Nessa perspectiva, confirma-se que o inchaço urbano não foi condizente com as políticas de infraestrutura, não correspondendo aos anseios da população. Desse modo, confirma-se, também, o déficit nos investimentos em ciclovias, as quais são de suma importância e precisam ser reavaliadas.

Logo, diante dos problemas citados e da falta de planejamento que atenda à população, fazem-se necessárias medidas do governo e das secretarias de transportes. Assim, deve-se implementar, em primeiro plano, ciclovias juntamente com projetos educativos que induzam a obtenção de bicicletas para melhor circulação nos centros urbanos. Ademais, usar a mídia como incentivadora do uso das ciclovias através das propagandas. E por fim, investimentos nos transportes coletivos, proporcionando mais conforto, comodidade e uma baixa no preço, para que qualquer cidadão transite. Dessa forma, o ir e vir dos indivíduos serão assegurados e a cidade funcionará melhor.