A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/12/2019

Na década de 20, o ex-presidente do Brasil, Washington Luís, tinha como proposta, em seu mandato, de modernizar às cidades, e usava o dilema que “Governar é abrir estradas”. Esse fato histórico contribuiu para o aumento de automóveis nos centros urbanos, de forma que, está gerando grandes problemas ambientais e de deslocamento da população dentro dos municípios. Nesse contexto, é evidente que a problemática da mobilidade urbana é um desafio no país; o qual ocorre devido não só à falta de investimentos do Estado em transportes públicos e cicloviários, como também, aos danos que os gases poluentes, liberados pelos veículos, causam no ecossistema.

Cabe evidenciar, a pricípio, que a Constituição de 1988 assegura o direito ao transporte coletivo de qualidade para todas as pessoas, no entanto, esta não é uma realidade no Brasil, visto que, os serviços oferecidos não são de qualidade e não oferecem conforto para os usuários. Além disso, não existe uma política que estimule à utilização de ônibus e bicicletas pela população, como foi feito na cidade de Amsterdam, com o intuito de diminuir o fluxo no trânsito. Assim, um reflexo desse impasse é o uso excessivo de carros para a locomoção dessas pessoas. Desse modo, é indispensável a modificação desssa conduta, no país, urgentemente.

Outrossim, é importante salientar que a liberação de dióxido de carbono (CO2) pelos automóveis, contribue para o aumento do aquecimento glogal. Já que, segundo o estudo feito pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), esses transportes são responsáveis por 72,6% das emissões de gases do efeito estufa (GEE). Logo, é compreensível que o deslocamento por meio de carros é responsável por grande parte desses números, visto que, esses suportam uma pequena quantidade de indivíduos comparados aos ônibus coletivos. Dessa forma, uma mudança na redução desses veículos circulantes é fundamental para diminuir os impactos gerados no meio ambiente.

Portanto, medidas são necessárias para contornar esse impasse. Logo, cabe ao Ministério dos Transportes (MT), exigir que às empresas de ônibus aumentem o número desses veículos de acordo com a demanda, para diminuir o problema da superlotação e oferecer comodidade aos clientes. Ademais, o MT deve fazer campanhas na TV incentivando a sociedade brasileira à utilizar os transportes públicos, e informando sobre a importância dessa ação para a preservação do planeta. Além disso, o Mnistério de Infraestrutura (MI) deve investir no aumento de ciclovias, como também, nas faixas para ônibus, a fim de beneficiar aqueles que optarem por não usufruirem de carros. Dessa forma, essas propostas facilitariam à mobilidade no trânsito e diminuíriam à emissão de gases poluentes.