A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/01/2020

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo sexto, o direito à segurança e ao transporte. Entretanto, essa prerrogativa legal não tem se concretizado, pois é perceptível uma crescente crise da mobilidade urbana no país; o qual, ocorre devido às raízes históricas e à falta de opções de transporte adequado.

A princípio, em 1930, deu-se o processo de industrialização do Brasil, que culminou numa progressista migração das famílias rurícolas às cidades, o êxodo rural. Assim, a urbanização brasileira sucedeu de maneira rápida e desorganizada, não havendo um bom planejamento das formas de se deslocar no meio urbano. Destarte, no contexto hodierno, influencia à crise supracitada e mostra sua relação com os eventos históricos.

Além disso, segundo o filósofo Foucault, a arquitetura urbanística é permeada por relações de poder, de modo que desde o início do desenvolvimento urbano, quem possui maiores recursos aquisitivos detém mais opções para se transportar adequadamente e melhores percursos a seguir. Outro fator, é que pela superlotação de veículos automotivos nas ruas, há a bicicleta como outra alternativa, mas, infelizmente, existe poucas ciclofaixas e não é oferecido segurança aos ciclistas.

Portanto, são necessárias medias à resolução do problema. O Governo, em parceria com as prefeituras, é incumbido de garantir a proteção aos ciclistas, através do aumento da implantação de ciclofaixas, com o intuito de viabilizar novas possibilidades de locomoção aos cidadãos. Ademais, para que isso seja efetivo, o Ministério da Educação deve realizar campanhas de conscientização, por meio de propagandas televisionadas, a fim de incentivar a pedalar como condução, mitigando esse impasse apresentado. Só então, é superável essa problemática que provém de raízes históricas.