A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/01/2020

Em muitas capitais brasileiras, o trânsito foi projetado para ser funcional e veloz. Toda via, poucas são as localidades em que isso ocorre, pois a situação da malha viária nacional é caótica. A ausência de uma infraestrutura adequada que promova o fácil deslocamento e a falta de educação para motoristas e pedestres geram esse cenário.

A infraestrutura das vias brasileiras é questionável, na medida em que há pistas em má qualidade, carentes de um asfalto inteiro e com escoamento de água pluvial. A falta de sinalização também é um agravante, pois os motoristas, em muitas oportunidades, não entendem a correta circulação dos veículos. Há ainda no país avenidas importantes que são estreitas, fruto do planejamento precário. Isso tudo ocorre mesmo com o devido pagamento de impostos o que gera dúvidas quanto a destinação dos recursos arrecadados.

A educação para o tráfego viário é fundamental para garantir a proteção motoristas e pedestres. Sem ela, as rodovias passam a ser um ambiente de violência, e seus usuários arriscam as próprias vidas em deslocamentos diários. Com isso, são necessárias políticas de segurança e saúde para cuidar desse segmento, o que gera a necessidade de mais gastos. Diante disso, duas alternativas surgem - o aumento de impostos ou a realocação da receita pública, o que pode gerar a precarização de zonas importantes, como educação cultura e lazer.

Dito isso, é evidente que a situação do trânsito é delicada, pois muitos problemas atrapalham o deslocar do cidadão brasileiro. Para que esse quadro possa ser modificado, é importante a criação de políticas públicas voltadas para o replanejamento da malha viária, uma vez que a quantidade de veículos cresceu nas últimas décadas. Além disso, programas de educação para o trânsito devem ser pensados, para que haja uma convivência harmoniosa entre motoristas, pedestres e ciclistas.