A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/01/2020
No século XX a sociedade brasileira se modificou através do êxodo rural norte-sul, o que prejudicou a mobilidade urbana, pois as cidades não tinham planejamento e infraestrutura para isso. Também um fator predominante para a falta de mobilidade brasileira foi a adoção, pelo governo brasileiro, da política rodoviarísta no país, que hoje requer novas opções. Ao mesmo tempo, urge a busca de novas opções ecologicamente corretas para o transporte.
Ao contrário do que queria o Barão de Mauá (que acreditava estar nas estradas de ferro o futuro do Brasil), nossos governantes incentivaram a construção de estradas e rodovias como estratégia principal para a mobilidade brasileira. Conforme estatísticas de associações de mobilidade urbana, já existem em nosso país cidades que detém quase um veículo de transporte individual (carro/moto) por habitante, e chegará o dia em que, pelo elevado número de veículos, a liberdade de locomoção restará prejudicada; deve-se considerar, ainda, o aumento exponencial na poluição, já que tais veículos a combustão utilizam combustíveis fósseis, o que significa mais CO2 em nossa atmosfera, sendo que já contribuem com 1/5 de todo o monóxido de carbono no presente na atmosfera.
As saídas para esses problemas seriam o replanejamento e modificação das infra estruturas das cidades, com maior utilização de transportes coletivos. Ocorre que, devido ao alto custo, a falta na maioria das cidades desses oferecimentos (conforme o Ministério do Planejamento, somente 52% ofertam transporte público urbano), e a má qualidade desses serviços, acabam por desincentivar os governos e seus governados.
Outro ponto a ser considerado é a sustentabilidade. O que já existe em muitos países desenvolvidos, como a Alemanha, agora tem se popularizado no Brasil, que é a utilização de bicicletas e patinetes elétricos. Além de se tornarem uma opção mais rápida por fugir do típico congestionamento em grandes centros, é mais barato e sustentável, pois não emitem gases tóxicos. Em algumas cidades já funcionam até serviços de aluguel por aplicativos, o que torna ainda mais prático o seu uso.
Com isso, como solução, deve-se modificar a ideologia do povo quanto a utilização de transportes coletivos, através de campanhas em rede nacional e meios de comunicação sobre os benefícios desses transportes. Paralelamente, a criação de lei pelo Congresso Nacional, obrigando os municípios com mais de 70 mil habitantes a instalarem metros e trens, além de ônibus em todas as cidades, o que seria possível com a formação de parcerias pública-privada e com o governo federal; em conjunto com a disseminação do rodízio de veículos, o que forçaria a população a utilizar mais os transportes coletivos.