A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/02/2020
‘‘Governar é abrir estradas’’. Esta frase do presidente brasileiro Washington Luís representa a questão da crescente crise na mobilidade urbana brasileira, tendo em vista que o lotamento dos transportes públicos e os constantes congestionamentos em estradas trazem prejuízos à população. Sendo assim, são necessários caminhos para o combate dessas ações, haja vista a diversidade da sociedade brasileira.
Inicialmente, a Constituição de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito ao transporte à todos os cidadãos. Contudo, a constante lotação de trens e ônibus metropolitanos fere a legislação, pois estabelecem desconforto físico e psicológico aos usuários, deste modo, afetam a saúde individual e desestabilizam a qualidade de vida da população. Portanto, essas práticas são incompatíveis com os critérios da justiça positivados.
Além disso, há a questão das estradas e rodovias, em qual sofre com constantes congestionamentos em horários de pico. De forma semelhante ao transporte público, o transito intensifica o estresse e desestabiliza não apenas a saúde individual, como a qualidade de convívio entre os indivíduos, gerando comportamentos hostis e agressivos o que pode levar ao aumento da violência e mortes. A partir disso, a crise na mobilidade urbana pode intensificar problemas econômicos e sociais, e por isso necessita de resoluções governamentais.
Portanto, é dever do Estado criar novos investimentos para melhorias em ônibus e desenvolvimento de linhas de trens e metrôs, que poderão ser realizados através dos tributos arrecadados pelos pedágios. Com a construção de novas linhas de metrô e novas vias como o rodoanel de São Paulo, as estradas não permanecerão sobrecarregadas. O trânsito assim como os lotamentos em transportes públicos serão reduzidos. Deste modo, os governantes estarão cumprindo seus deveres, pois, governar é construir novas estradas.