A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/01/2020
A mobilidade urbana é um importante fator para o desenvolvimento de relações sociais e econômicas. No entanto, tal prática vem se tornando prejudicial à sociedade por conta de sua má qualidade. Esse cenário deve-se, principalmente, à falta de planejamento urbano e aos problemas nos transportes públicos.
A priori, é imperioso ressaltar que a péssima estrutura disponibilizada à mobilidade urbana é uma das causas para o uso excessivo de modais de transporte pouco sustentáveis, como o carro e o ônibus. Nesse sentido, o deslocamento cotidiano das pessoas se torna mecanizado e sedentário, visto que por falta de áreas bem estruturadas para outros meios de transportes, como as bicicletas, os indivíduos optam por meios de deslocamentos mais confortáveis e seguros. Desse modo, o tempo gasto no trânsito têm uma tendência à aumentar, já que quanto mais carros e ônibus nas ruas, maior o engarrafamento.
Em segundo plano, salienta-se que a falta de transportes públicos de qualidade é uma das principais causas para o crescimento exponencial do número de carros no trânsito. Nesse cenário, é possível dizer que a razão para tal fato é a falta de políticas públicas, dado que são elas que vão estipular limites e obrigações aos monopólios de grupos administrativos dos transportes públicos, já que eles são os responsáveis pela falta de segurança e pelos preços abusivos que, atualmente, caracterizam esses meios de transporte. Quando são aplicadas medidas públicas, o uso de transportes individuais como os carros tende a diminuir e, o transporte público começa a ser utilizado com mais frequência. Exemplo disso acontece em Bogotá, capital da Colômbia, onde o político Enrique Peñalosa conseguiu estimular o uso de transportes públicos por meio da diminuição do número de estacionamentos e, pelo aumento dos que estavam disponíveis. Sendo assim, a má qualidade dos transportes públicos está diretamente relacionada à falta de medidas públicas que melhore esse sistema.
Portanto, torna-se necessário medidas que solucionem as problemáticas apresentadas. Primeiramente, cabe ao Ministério da Infraestrutura melhorar o planejamento urbano para os diversos meios de transporte por meio da contratação de empresas que façam a manutenção dos espaços que já são utilizados e, também que criem espaços para a circulação de outros modais de transporte, como a bicicleta, com o fito de diminuir o engarrafamento que caracteriza a mobilidade urbana hodierna. Em segundo lugar, o Poder Legislativo deve elaborar e aprovar leis que determine limites e obrigações aos monopólios de grupos administrativos, visando uma melhor qualidade nos transportes públicos e assim estimular o seu uso. Quiçá, dessa forma, a má qualidade na mobilidade urbana diminua.