A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 05/02/2020

Fato facilmente percebido é que o trânsito nas grandes cidades é intenso e causa grandes transtornos à população. É grande o número de veículos em circulação e a prioridade que as pessoas dão em se locomover por automóveis potencializam o problema que tem se tornado a mobilidade urbana. Tal situação repercute negativamente na economia e também na saúde das pessoas.

O trânsito denso é um gargalo logístico que dificulta e até mesmo impede a circulação de mercadorias e serviços, além de encarecer a geração de riqueza. Por conta disso, empreendedores e outras classes de trabalhadores têm suas vidas afetadas, pois alteram suas rotinas abreviando o tempo gasto em alimentação e diminuindo o tempo de sono. Esses fatores nos fazem estender a problemática para além do campo econômico, já que se torna também um problema de saúde pública, pois grande parte parte da população fica exposta a fatores danosos como estresse, poluição e má alimentação.

A cultura de priorizar o uso de automóvel é fomentada pelas dificuldades que se apresentam ao se adotar outros modais de transporte já que os transportes públicos têm um péssimo serviço ofertado pelas empresas concessionárias, além de superlotação e problemas de segurança. Há dificuldades também quando se opta por veículos de propulsão humana devido a escassez de ciclovias que expõem o condutor a risco de atropelamento.

Se faz necessária uma mudança de paradigma em que os poderes públicos estimulem o uso de transporte coletivo e de transporte não poluente. Através de uma legislação de licitação mais exigente quanto a qualidade dos serviços prestados por concessionários de transporte, adaptação das vias urbanas para utilização de bicicletas e desestímulo a utilização de automóveis com criação de pedágios virtuais que tributem os donos de veículos em horários e datas específicas em casos de utilização dentro de um certa área urbana livre de automóveis.