A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/02/2020
O investimento prioritário do governo em redes viárias corroborou para a crise da mobilidade urbana. Agregado a esse fato, o aumento populacional das cidades e a distância entre as periferias e os locais de trabalho desenvolveram um cenário de trânsito caótico e congestionamentos frequentes.
Em primeiro lugar é consideravelmente inferior a disponibilização pelo Estado de transportes como trens, metrôs e ciclovias em substituição as rodovias que já estão superlotadas. Segundo o Numbeo, site internacional especializado em comparar metrópoles, há 7 capitais brasileiras dentre 163 analisadas com o trânsito mais lento do mundo. A exemplo do metrô, que é um transporte rápido e que carrega um número considerável de pessoas, poderia substituir vários carros nas vias e mudar esse cenário.
Por conseguinte, o aumento populacional refletiu no crescimento de áreas periféricas das cidades, fazendo com que o deslocamento para o centro se tornasse cada vez mais distante. Por consequência do transporte de ônibus, que é opção de transporte coletivo público mais comum, ser uma opção precária, lenta e que normalmente circula com excesso de pessoas, os brasileiros acabam optando por adquirir um carro. A medida que esse automóvel individual cresce nas ruas, o trânsito fica mais deficiente.
Dessa forma é imprescindível a intervenção dos responsáveis pelo Governo para conceder meios de transportes alternativos aos utilizados nas redes viárias como trens, metrôs e ciclovias. Outra questão seria a melhoria do transporte de ônibus para que a população pudesse diminuir a utilização de carros de passeio e, assim, transformar a mobilidade urbana em eficiente.