A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/02/2020

Tem ocupado a cena social, as discussões acerca da crescente crise na mobilidade urbana brasileira. É possível afirmar que os fatores determinantes dão-se, principalmente, por uma falta de políticas públicas e na herança histórica da política rodoviarista do país. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar esse problema.

Deve-se pontuar, de início, a questão do sistema de locomoção público. Em detrimento ao transporte coletivo, o governo de Juscelino Kubitschek estimulou a cultura do carro e, por conseguinte, um aumento na concentração de carros nas estradas. Além disso, a falta da diversificação modal e da eficácia dos transportes ministram, com maestria, o congestionamento excessivo das rodovias. O Ministério da Infraestrutura, por sua vez, acaba por falhar perante ações e políticas públicas no que tange o combate a crise na locomobilidade urbana.

Ademais, a supervalorização do sistema rodoviário construída ao longo dos anos torna-se fator. Em conformidade com o ex-presidente do Brasil Washington Luís, “governar é criar estradas” demonstrando a ideia de desenvolver o espaço transitório e evoluir a circulação. No entanto, a lotação das estradas demonstra uma ineficácia na organização do espaço e a necessidade de utilização das mesmas. Decerto, a escolha do transporte no espaço urbano tem grande impacto na mobilidade e uma equivocada política de desenvolvimento.

Indubitavelmente, medidas são primordiais para resolver esse problema. O Ministério da Infraestrutura deve ampliar as opções de transporte público, por meio de programas e diretrizes que desenvolvam a estrutura locomotiva, a fim de que possibilitar a sua eficiência e a fluidez da mobilidade urbana. Dessa forma, seria possível superar a crescente crise em questão vinculado causada por falta de políticas públicas e na herança rodoviarista ao longo governos.