A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/02/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão território brasileiro possui o direito de ir e vir. Infelizmente a conjuntura atual é contraditória em relação a esse direito, visto que a população encontra dificuldades de locomoção, devido à falta de investimentos em transportes coletivos e alternativos somada à preferência dos indivíduos por automóveis próprios. A rede de ciclovias e de transportes coletivos acabaram se tornando uma alternativa não considerada por muitos brasileiros, por sua situação desconfortável e até mesmo perigosa. Um exemplo disso pode ser encontrado em grandes cidades, onde o número de transportes coletivos para o tamanho da população residente é escasso, gerando superlotações nos mesmos. Além disso, algumas cidades a rede de ciclovias não existe, tornando a vida dos ciclistas perigosa.
Por conseguinte, algumas pessoas acabam optando por automóveis individuais, o que acaba gerando outro problema: os congestionamentos. Nesse contexto, o jornal “O Globo” fez uma pesquisa, em 2016, que estimou que um paulistano gastava em média 45 dias do ano parado em engarrafamentos, fato que evidencia que automóveis próprios ainda não são a solução para uma melhor locomoção no país.
Diante dos fatos apresentados, é inegável, portanto, a necessidade de solucionar a crise na mobilidade urbana do país. Então, cabe ao governo, junto com o ministério da infraestrutura, investir mais em transportes alternativos, criando redes de ciclovias na cidade e disponibilizando um número maior de transportes públicos, a fim de tornar esses os meios de transporte mais utilizados pelas pessoas. Desse modo, o direito de ir e vir, enfim, será respeitado.