A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 17/02/2020

A precariedade no serviço de transporte público e as facilidades concedidas pelas empresas para aquisição de veículo próprio são fatores que motivaram o crescimento desmesurado de automóveis nas grandes cidades, impactando negativamente no dinamismo da mobilidade urbana.

Os longos congestionamentos que tomam conta das vias públicas e que são responsáveis pela morosidade do tráfego de veículos, comprometendo a rotina de muitos cidadãos que precisam se deslocar diariamente nos centros urbanos são o resultado da quantidade exorbitante de automóveis que incham o trânsito destes locais. Além de prejudicar a fluidez da mobilidade urbana, a intensa circulação de veículos causa insegurança em muitos pedestres e ciclistas, tendo em vista a falta de espaços destinados à locomoção destes sujeitos, como as ciclovias, por exemplo.

Em virtude desses embaraços, há muitas pessoas que optam pelo uso do transporte público como uma alternativa para não enfrentarem os engarrafamentos caóticos na condução de um automóvel ou como uma ideia sustentável para economizar combustível, evitar a poluição e contribuir para melhorar o processo de mobilidade.

A importância do Poder Público maximizar os investimentos na infraestrutura das vias dos centros urbanos é urgente. É necessária a abertura de espaços propícios para pedestres e ciclistas; a adoção desta medida certamente despertará o interesse de mais pessoas para aderirem a outros estilos de deslocamento, reduzindo a frequência de utilização dos automóveis. É fundamental, da mesma forma, que o serviço de transporte público seja aprimorado para atender aos usuários. Estas alternativas, além de desafogarem o tráfego desmoderado de veículos, trarão benefícios ao meio ambiente.