A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/02/2020

Para Augusto Comte, sociólogo renomado, a sociedade deveria funcionar como um organismo vivo em equilíbrio. No entanto, diante do contexto da crise na mobilidade urbana, há um desequilíbrio que representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Por conseguinte, o aumento da frota de carros nos últimos anos e a falta de planejamento urbano são fatores que não podem ser negligenciados.

Em primeira análise, cabe pontuar que o aumento desenfreado no consumo de automóveis é um desafio a ser enfrentado, visto que o meio urbano não está devidamente preparado para à alta demanda de carros presentes nas ruas brasileiras. Logo, percebe-se que o processo tardio de urbanização realizado no Brasil no século XX é consequência desse problema atual, uma vez que naquela época não teve um planejamento urbano efetivo, como nos países desenvolvidos. Então, é evidente a falta de uma Gestão Pública diante desse impasse.

Ademais, convém frisar que a rede pública de transportes, como os ônibus e metrôs, possibilita a locomoção de um maior número de pessoas sem utilizar muito espaço. No entanto, a falta de investimento do Poder Público nesse âmbito, desestimula o cidadão de usufruir esses meios de transportes. Portanto, medidas são necessárias para solução desses impasses.

O Governo deve deve realizar campanhas publicitárias, por meio das mídias, sobre o uso moderado e consciente de veículos, com a finalidade de incentivar a população a utilizar variados meios de transportes, como ônibus e metrôs ou compartilhamento de caronas. Logo o excesso de carros nas ruas vai ser diminuído. Além disso, é imprescindível o investimento na rede pública de trasporte. Em síntese, a ideia de organismo em equilíbrio, proposta por Comte, será concretizada.