A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 19/02/2020
Mobilidade urbana é a capacidade de deslocamento em uma cidade de pessoas e bens com o objetivo de desenvolver atividades econômicas e sociais. Entretanto, as cidades brasileiras estão perdendo a capacidade de locomoção o que piora a desigualdade socioespacial e a distribuição de renda, sendo necessário, uma mudança estratégica para se construir mobilidade urbana sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental.
As causas para esse problema são diversas e comumente apontado como decorrente do crescimento populacional dos grandes centros a partir da segunda metade do século passado. Com o desenvolvimento das indústrias de base e das políticas de industrialização nesse período, ocorreu um intenso movimento migratório, especialmente, em direção às capitais brasileiras. De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), entre as décadas de 70 e 80 o Brasil registrou uma taxa de 30% do crescimento urbano.
Esse crescimento rápido, resultou em cidades sem planejamento, dificultando a locomoção de pessoas e mercadorias. E as perspectivas para o futuro são ainda piores. Segundo a Fenabrave, a venda de veículos aumentou 10% em 2019 com tendência a aumentar ainda mais em 2020. Se por um lado isso demonstra a recuperação de um importante setor da economia do país, de outro revela aspectos do crescimento desigual. Esta por sua vez, é sentida especialmente pelos mais pobres em termos de impacto sobre a renda, oportunidades de emprego, estudo, lazer e condições de tratamento de saúde.
Assim os gestores públicos são demandados cada vez mais a adotarem políticas que apresentem resultados efetivos à sociedade. Dessa forma, é preciso uma nova estrutura para as cidades, um olhar para o futuro e para as novas tecnologias, é preciso também, investir na formação de novos profissionais que atendam à demanda da sociedade.