A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/03/2020

Mobilidade urbana tem como definição o deslocamento de pessoas e bens dentro de uma cidade. No entanto, congestionamentos, atrasos, acidentes e desentendimentos, já são elementos corriqueiros que compõe o trânsito de determinadas capitais do país. A questão é: a locomobilidade urbana brasileira - em sua maioria - está cada vez pior; com movimentação nada fluída e nada eficiente. Se de um lado a causa está na precariedade do transporte público, por outro lado, se encontra na falta de planejamento urbano.

A princípio, deve-se levar em consideração que, a grande frota de veículos individuais associados à outros transportes formam o “famoso” engarrafamento do dia a dia nas rodovias. Dependendo do lugar o transito quase não anda e a eficiência acaba sendo comprometida. O auto preço das passagens, a falta de conforto, superlotação e atrasos, fazem com que a maioria das pessoas não adotem a locomoção pública. Segundo o IBOPE - Instituto Brasileiro de opinião Pública e Estatística - 83% das pessoas que diariamente usam condução individual trocaria o transporte próprio por um público se esse fosse de qualidade. Dessa forma, o transporte público no país não tem desestimulado a preferência de cada um ter o seu transporte individual.

Além disso, de acordo com a história do Brasil - desde a época de ocupação e povoamento do território brasileiro - as colônias, que futuramente tornaram grandes cidades, surgiram sem nenhuma forma de planejamento urbano. Já na atualidade, não é tão diferente. A falta de uma ocupação traçada e projetada implica em espaços geográficos desordenados e tumultuados. Sendo assim, a conexão entre os diversos modais de transporte - que ‘‘desafogaria’’ e muito o trânsito, redistribuindo o fluxo intenso - acaba sendo mal articulada e muito pouca aproveitada.

Devido aos fatos citados acima, é imprescindível que medidas urgentes sejam tomadas. O Governo, junto as empresas privadas de locomoção pública - através de contratos - poderia entrar em acordo mútuo: as companhias que investirem de fato em transporte público de excelência e que respeitarem o número máximo de passageiros por lotação ficariam isentas de pagar impostos para o governo. Paralelamente, que os membros do Judiciário - por intermédio de seus poderes - apliquem multas de forma “verdadeiramente efetiva” aos gestores políticos que não tiverem responsabilidade com o planejamento urbano ordenado e bem estruturado. E quem sabe assim, talvez, a crise da mobilidade urbana brasileira seja contornada.