A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/03/2020
Na década de 50, durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, houve no Brasil um incentivou desordenado ao crescimento da indústria automotiva. Como corolário desse contexto, o país atualmente sofre com a chamada crise da mobilidade urbana, que dificulta o livre deslocamento de cargas e pessoas, e consequentemente retarda o desenvolvimento do Estado.
A priori faz-se importante ressaltar que as cidades brasileiras são carrocratas, ou seja, construídas de modo a favorecer os carros e não outros modais. Além disso,esse modelo rodoviarista, advindo do governo Jk, em comparação como o ferroviário e aquático apresenta um maior custo pois demanda constantes manutenções e sua capacidade de carga é menor . Logo, deve-se reavaliar os meios transportes utilizados, visando a rapidez e o benefício econômico.
Outrossim, a ineficiência, a superlotação e a baixa qualidade do transporte público no Brasil, intensifica o desejo da população de possuir seu próprio veículo. Por conseguinte , o número e a duração de congestionamentos irá aumentar, tornando a crise da mobilidade urbana um problema cada vez mais difícil de ser solucionado.
Com base nos argumentos apresentados, para que a crise da mobilidade urbana seja superada no Brasil, faz-se necessário que as Secretarias de Infraestrutura de todos os municípios realizem projetos para a criação de ciclovias, além de aumentar a largura das calçadas, para que assim a população se sinta segura para de deslocar de diversas maneiras, não apenas de carro. Ademais, o Governo Federal e municipal em parceria com empresas, devem ampliar a rede de transporte público além de melhorar a infraestrutura deste, para que mais pessoas se sintam encorajadas a usa-ló. Outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Oscar Wilde:“O primeiro passo é o mais importante para a evolução de um homem ou uma nação”.