A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/03/2020
Desde a política de industrialização do Brasil, iniciada no governo de Getúlio Vargas em 1930, a migração do campo para a cidade aconteceu de maneira desordenada -êxodo rural-, tal qual fez com que os centros urbanos da época entrassem em colapso por não terem infraestrutura suficiente para comportar toda população. Não obstante do panorama atual, ao analisar-se a situação da mobilidade urbana no país, nota-se lacunas no que tange seu pleno funcionamento, haja vista o quantitativo populacional hodiernamente. Nesse sentido, a precarização do transporte público e a falta de infraestrutura para o deslocamento tem sido agentes ascendentes na problemática.
É indubitável que o mal funcionamento do transporte público, atrelado ao imediatismo contemporâneo vem causando impactos nas cidades. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística(IBOPE), cerca de 83% dos entrevistados, usariam ônibus, metros e BRT’s caso estivessem de acordo com suas necessidades. Dessa forma, é claro como a carrocracia -favorecimento da frota de carros- nos centros urbanos tem gerado o inchaço das vias brasileiras, no qual o congestionamento e estresse dos motoristas são situações rotineiras no país.
Outrossim, convém frisar a falta de alternativas para o deslocamento. Ciclovias. Transporte hidroviário. Caminhos alternativos. Todos meios diferentes e eficientes de locomoção. Infelizmente, ao examinar a conjuntura canarinho, é tácito entraves que dificultam essas escolhas, ora por inexistência delas, ou a falta de segurança durante o percurso. Desse modo, é evidente que a crise exponencial na mobilidade urbana tupiniquim, se da principalmente à necessidade de novas práticas ou o melhoramento de métodos já existentes.
Diante do supracitado, é incontrovertível a urgência da flexibilização dos eixos urbanos. Portanto, a fim de atenuar o imbróglio, o Governo Federal, em parceria com os Estados, municípios e empresas de transporte, devem criar um plano de ampliação e melhoramento da qualidade dos serviços de transportes públicos, revitalizando e expandindo linhas de ônibus, metros, ciclovias, entre outros meios de deslocamento, com fito de cativar o público a usufruir desse meio, que além de mais rápido é mais sustentável. Ademais, a privatização das vias brasileiras é uma ótima alternativa, visto que a empresa responsável fica acarretada de arcar com a manutenção, melhoria e segurança, dela. Posto isso, a situação da mobilidade urbana no Brasil tangeria ao equilíbrio.