A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/03/2020
A mobilidade urbana consiste na forma como se é organizado o transporte de cargas e pessoas dentro das cidades. O país, porém, tem enfrentado uma crescente crise nos aspectos referentes a essa organização, prejudicando a vida da população, principalmente, nos conglomerados urbanos.
A maioria das cidades brasileiras possuem uma precária infraestrutura de transporte público, muitas vezes não acessível, e não apresentam ciclovias e ciclofaixas, justificando a preferência da população pelo uso de carros particulares e não outros modais de deslocamento. Entretanto, a concentração de uma grande quantidade de veículos, ocasiona engarrafamentos e atrapalha os fluxos do tráfego, causando aos indivíduos prejuízos sociais e econômicos, além de atrasos e, principalmente, estresse.
A aglomeração de carros, motocicletas e ônibus pode ocasionar, também, problemas ambientais, como o fenômeno da formação das chamadas “ilhas de calor” e a poluição, devido a liberação excessiva de gás carbônico na atmosfera, o que não ocorre quando meios de transporte ecológicos, como a bicicleta, são usados.
Portanto, é necessário que o governo estadual invista em melhorias no transporte público, com ênfase em trens, metrôs e bicicletas e incentive a multimodalidade - uso de mais de um meio de transporte -, para que haja um melhor funcionamento do tráfego e menos impactos ao meio ambiente.