A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/03/2020
A crescente concentração populacional nas metrópoles, herança do acelerado e descontínuo êxodo rural, desencadeou um grande problema: a dificuldade da mobilidade urbana. Essa dramática realidade vivenciada por brasileiros mostra-se intensa na precariedade de ruas, conduções públicas e no caos encontrado no fluxo de veículos.
Pode-se apontar a compra desacerbada de carros como causa dessa situação. A pesquisa do IBOPE de 2015 revela que 45% dos paulistanos utilizam todos os dias o transporte particular, o que leva a congestionamentos e atrasos, onde é recorrente a infração de leis, podendo levar a acidentes, mortes, estresse e ansiedade.
Outro ponto importante é a ineficiência da deslocação coletiva, as mesmas sofrem na falta de qualidade, acessibilidade e praticidade. Segundo dados da mesma pesquisa, 85% dos entrevistados usariam o transporte coletivo se houvesse melhorias.
Na primeira temporada da série ficcional “Suits”, um dos episódios ilustra uma situação corriqueira no Brasil. Acontece uma batida de carros em Nova Iorque, cidade da qual é atingida fortemente pela dificuldade de transitação, os envolvidos estavam atrasados, e em conjunto do engarrafamento, desrespeitam as normas para chegarem a tempo. Ocorre então uma grande batalha judicial. O conflito todo é gerado pela crise da mobilidade urbana.
Deve-se criar ou reativar linhas férreas, ligando cidades ou pontos estratégicos por meio do Superministério da Economia, quem destinará a verba para as obras, em parceria do Superministério do Desenvolvimento Regional. Além de serem ecologicamente melhores, os trens não passam pelas ruas, o que diminuiria o fluxo automotivo. Os mesmos órgãos encarregarão-se na melhoria da qualidade e acessibilidade do transporte público. Dessa maneira a dissolução do problema seria possível.