A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/03/2020
A coisa mais fácil que conseguimos fazer no trânsito, hoje em dia, é culpar outros motoristas. No entanto não pensamos que, na verdade, o problema que temos de chegar atrasado no trabalho ou na escola, ter o ônibus lotado ou até mesmo sofrer um acidente pode ser visto como consequência da baixa infraestrutura no transporte público e na segurança de pedestres, que não conseguem andar nas ruas tranquilamente, tendo em vista que a falta de uma faixa própria para eles faz com que aumente o risco de sofrer um acidente.
Transtornos iguais acontecem em São Paulo, onde temos uma grande concentração de automóveis, totalizando cerca de nove milhões de veículos incluindo carros, motos alem de caminhões. Em contrapartida a crescente população paulistana que procura por um transporte público de qualidade acaba se esforçando á toa, já que o governo não investe o suficiente para a demanda de população já existente.
Mesmo assim, há outro meios de se locomover como, por exemplo, a bicicleta ou até os patinetes que vem sendo cada vez mais usados, atualmente, por nossas gerações, também fazendo com que as pessoas tenham uma experiência ao ar livre. Porém a falta de ciclofaixas ou ciclovias, faz com as pessoas optem por utilizar os carros, o que faz com que um ciclo de trânsito vicioso se repita, tendo como resultado a demasiada indignação voltada ao governo e sua administração, contudo a taxa de aceitação das ciclofaixas é indubitavelmente baixa com relação aos outros anos.
Por conseguinte do trânsito a poluição do ar causada nas grandes cidades as transformam em ilhas de calor, alem de ser responsável por tantas outras poluições, quer seja sonora, visual ou até afetar o caminho natural de rios, desmatar florestas e tudo para a construção de rodovias e avenidas. Uma vez que retirada essa mata ou redirecionado esse rio os animais que ali estavam ficam sem seu habitat natural, de tal forma que esses animais se direcionem as cidades e rodovias, fazendo com que veículos os atropelem ou com que vão para um zoológico para serem cuidados e soltos em reservas próprias.
O incentivo do uso de bicicletas ou patinetes podem ajudar na diminuição de veículos nas cidades, juntamente com o melhoramento dos transportes públicos e segurança para os pedestres, também ajudando na diminuição dos gases poluentes na atmosfera. O replanejamento de áreas para a construção de rodovias desde que não haja modificação em habitats ou o realocamento das espécies, tanto de plantas como de animais, em uma área segura e que consiga atender a todas as necessidades dos seres bióticos que existiam lá. Projetos como a carona solidária e investimento em hidrovias e ferrovias podem amenizar os fluxos nas metrópoles e rodovias brasileiras.