A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/10/2020
Em São Paulo a mobilidade urbana é um tema de extrema importância. Poder ir e vir do trabalho com rapidez e facilidade é um fator determinante para a compra de um carro ou uma moto. É importante entender o que leva as pessoas a optarem pelo transporte particular e quais as consequências disso.
O transporte público de baixa qualidade é a principal causa que leva as pessoas a optarem por um veículo particular. A oferta de linhas de ônibus, trem e metrô não atende todas as demandas, muitas vezes é necessário que o trabalhador percorra grandes distâncias para encontrar uma ponto de ônibus ou uma estação de trem. Além disso, há a questão da segurança: por ter que percorrer longas distâncias até o transporte público o passageiro muitas vezes passa por locais perigosos. Desse modo, com todos os fatores contra o transporte coletivo, o cidadão opta pelo veículo particular.
Por conta do grande interesse em veículos particulares, ocorre o colapso do sistema de trânsito em São Paulo. Em horários de pico todas as vias principais da cidade congestionam, aumentando o nível de estresse, a poluição sonora, a poluição e criando ilhas de calor. De acordo com reportagem do Estadão, a cidade de São Paulo é a 15ª mais estressante do mundo. E um dos fatores que mais contribuem para o estresse é o trânsito na cidade.
É evidente que a cidade de São Paulo precisa de medidas para conter a crise do sistema de mobilidade urbana. A prefeitura da cidade deve criar uma rede de trens e metrôs que atendam toda a população, inclusive a periferia. Também é necessário que criem novas linhas de ônibus e aumentem a oferta de linhas existentes. Ciclovias devem ficar disponíveis em maiores faixas de horário e cobrir toda a extensão da cidade. Desse modo o cidadão se sentirá tranquilo para utilizar o transporte público coletivo. Assim teremos a diminuição do nível de poluição sonora e ambiental, ilhas de calor desaparecerão e a atenuação do grau de estresse.