A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/03/2020
Um dos direitos básicos do cidadão presente na Constituição Federal é o direito de ir e vir de acordo com seu artigo 5°, contudo fica explícito na atual situação da mobilidade urbana brasileira que esse direito muitas vezes é tratado com indiferença já que há uma precariedade na mesma.
Logo, há consequências como os congestionamentos enfrentados por muitos trabalhadores fazendo com que eles cheguem atrasados em seus trabalhos, gerando um estresse diário aos mesmos. Isso fica evidente ao se analisar a situação de paulistanos que demoram cerca de 3 horas diariamente para se deslocarem.
Além das pessoas enfrentarem o trânsito no cotidiano, elas sofrem indiretamente suas consequências. Como ao comprar produtos na internet e pagar um frete caro, e esse preço está diretamente relacionado ao comprometimento da mobilidade ao transportar tais produtos gastando mais em pedágios e gasolina.
Entretanto não teria a mesma proporção do problema se não houvesse um número tão elevado de carros particulares, já que as cidades brasileiras não comportam essa grande quantidade de veículos, posto que a compra deles é impulsionada pela precariedade no transporte público. Para os que preferem modais mais ecológicos evitando poluição, como a bicicleta, o obstáculo é encontrado na ausência de ciclovias.
Seria interessante que para a mobilidade urbana brasileira fosse mais eficaz que houvesse uma ampliação das linhas de ônibus e de metro e do aumento de ciclovias proporcionadas pelo governo, e que o mesmo destine dinheiro para a manutenção e acessibilidade de transportes públicos. Sendo importante ressaltar que a sociedade tem que cobrar o que é seu por direito, assim como foi feito na “Manifestação dos 20 centavos” ou “Jornadas de Junho”, no ano de 2013, que reivindicou perante autoridades responsáveis jus ao que está presente na Constituição cobrando a devida justiça nas taxas e prestações desses serviços.