A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/03/2020

Podemos dizer que a mobilidade urbana é a forma, e consequentemente  a velocidade, na qual as pessoas transitam intra e entre as cidades. Segundo a constituição brasileira todo cidadão tem o direito de ir e vir, e é função do estado garantir os meios para que isso aconteça. Todavia, não são todas as pessoas que têm acesso a esses recursos, por conta de diversos fatores que analisaremos a seguir.

Um dos motivos do excessivo uso de automóveis atualmente se remete ao governo de Juscelino Kubitschek, o qual valorizou a entrada de carros, assim como a criação de rodovias, em detrimento de outros modais. Durante as décadas de 1950 e 1960 houve um aumento na urbanização do Brasil, que se deu de forma acelerada e desorganizada, tornado mais difícil a introdução de outros meios de transporte nos anos seguintes.

Esse modelo foi reforçado pelas elites que deram preferência aos investimentos nos transportes particulares, ao invés dos transportes públicos, majoritariamente utilizados pelos mais pobres, já que em nosso país carro é visto como uma questão de status social. Prova disso, é que no Brasil menos de 10% dos municípios têm planos que oferecem maior acesso a modais de transporte.

O modelo atual afeta a sociedade em diversas áreas, como na ambiental, já que  60% dos poluentes que são respirados nas cidades, são emitidos pelos veículos, segundo o IPEA; na econômica, sendo que o Brasil perde mais de R$267 milhões por causa dos congestionamentos, conforme o site Quanta Consultoria; além dos desgastes psicológicos causados pelo estresse excessivo.

Por tanto é necessário que o Estado, por meio de uma administração dos recursos públicos que favoreça a maior parte da população, invista no desenvolvimento de novos modais, já que temos uma vasta hidrografia a ser explorada, assim como a possibilidades de construção de linhas férreas para trens e metrôs, dentre outras. Dessa forma, nos proporcionando uma melhor qualidade de vida.