A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/03/2020

A posse e o uso exagerado do carro particular como demonstração de poder econômico,bom gosto,do chamado conforto ideal que não leva em conta os efeitos nocivos da falta de exercitar-se,tudo isso gerou,ao longo de vários anos,o problema da crescente mobilidade urbana brasileira.

Juros em queda,taxas convidativas e boas condições de financiamento facilitaram a compra do carro em todos os governos anteriores e no atual também.

Por outro lado,os investimentos dos governos municipais,estaduais e federais em políticas que favorecem o transporte coletivo,foram pequenos,ou muitas vezes,foram nulos.O transporte ferroviário foi diminuindo ao longo dos anos,chegando a  zerar no transporte de cargas.A criação de linhas metroviárias,não ocorreu nas maiores metrópoles brasileiras e nas capitais como São Paulo,Rio de Janeiro,Belo Horizonte,não cresceram de acordo com a demanda das pessoas.

Infelizmente,o transporte urbano coletivo,também não recebe apoio econômico e político,pois existem poucas linhas de ônibus,o tempo de espera é muito grande e não nos permite chegar a tempo no trabalho ou no estudo,além do perigo de assalto ser grande.

O transporte por vias hídricas também regrediu,não temos opção de ir e vir por barcos,navios,embora nosso país seja naturalmente rico em rios,lagos e tem uma costa litorânea muito extensa,são 7.367 quilômetros  de extensão de praias límpidas e de maré mansa.

É preciso mudar os conceitos,tanto dos cidadãos brasileiros como do seu governo.Todos devem pensar no coletivo; as pessoas unidas precisam de menos carros e os governadores devem incentivar a construção de calçadas para idosos,crianças e especiais,gerar mais linhas de transporte coletivo com mais horários.Assim,o Brasil deixará de ver o problema da mobilidade urbana crescer dia após dia,devido ao aumento do número  de veículos,principalmente.