A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/03/2020

Grandes metrópoles brasileiras sofrem com a mobilidade urbana quase todos os dias, todos enfrentam diariamente uma dificuldade para chegar aos seus respectivos locais. Trazendo problemas para saúde, para o meio ambiente e para a população.

De acordo com, Philip Yang, diretor-geral do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (Urbem), há quatro tipos de repercussão da imobilidade em grandes cidades: ‘’…O plano pessoal é afetado pela perda de qualidade de vida, com horas de convívio familiar e lazer perdidas nos longos deslocamentos. A saúde pública tem de atender uma população sedentária, sem tempo para praticar atividades físicas e nutrir hábitos mais saudáveis. A questão ambiental sofre pela quantidade de carbono emitida, que aumenta à medida que a cidade se espraia…’’, explica.

E há uma consequência econômica, já que, se não há mobilidade para movimentar os fatores de produção, perde-se eficiência.

É necessário que o atual governo tome medidas para aumentar o uso de projetos e políticas públicas que visam melhorar a mobilidade nos grandes centros como: car sharing, já utilizado com muita frequência em Paris, que possibilita a coletivização do transporte individual através de aplicativos, com a criação e modernização dos transportes públicos através de novas linhas e interligação dos modais públicos existentes aumentando assim, a quantidade e qualidade de usuários do sistema. Em São Paulo, um dos meios utilizados para veículos particulares é o rodizio, que funciona de acordo com o final da placa e o dia da semana, os veículos não poderão circular no chamado centro expandido da cidade apesar de bons resultados e fortes críticas no início de implementação, o modelo está vigente a 23 anos e precisa ser repensado e revisado para aumentar sua eficiência.