A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/03/2020
A partir das Revoluções Industriais, houve um aumento significativo da população urbana em relação a rural, gerando inúmeros problemas devido às cidades não serem desenvolvidas para comportar tamanho contingente de pessoas. Um desses problemas é a mobilidade urbana, um grande desafio a ser superado, visto que, a precariedade do transporte público e o elevado contingente de veículos em circulação, tem contribuído para essa crise. Diante disso, fica claro a necessidade de uma solução para essa problemática, no intuito de corrigir fatores que corroboram para esse cenário de caos.
A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, mais de 58% das cidades já enfrentam problemas com congestionamentos em horários de pico, como às oito horas da manhã e seis horas da tarde. Tal fato é reflexo da falta de conscientização de muitos motoristas que deixam de usar o transporte alternativo para se deslocarem - muitas vezes sozinhos - com seus veículos até seus respectivos destinos. Isso evidência a necessidade de educar a população quanto ao uso de modais alternativos, visando desafogar o fluxo urbano de automóveis.
Outrossim, a precariedade do transporte público é outro grande vetor desse problema, na medida em que não oferece estrutura para um contingente tão alto de pessoas. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres, mais de 46% do transporte coletivo brasileiro está sucateado, não sendo suficiente para a demanda que cresce a cada ano. Isso pode ser sintetizado em uma frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que diz: “Vivemos o fim do futuro”. Diante do exposto, fica claro a necessidade de que o Estado garanta de forma efetiva o direito a um transporte de qualidade para a população, sendo que isso é o mínimo a ser feito em retribuição aos elevados custos com passagens.
Nesse contexto, fica evidente a urgência de uma solução para essa problemática da mobilidade urbana brasileira. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação em conjunto com a mídia, desenvolvam vídeos a serem exibidos nos canais abertos, com o intuito de conscientizar a população da necessidade de utilização de modais de transportes alternativos, como as caronas coletivas - já disponíveis por alguns aplicativos - bicicletas e patinetes que já estão sendo regulamentados para uso em ciclovias. Somado a isso, os Estado e a iniciativa privada, busquem investir em transportes coletivos que contemplem mais usuários, como VLT, metro, etc., também deve buscar desenvolver a integração desses modais, a fim de corrigir falhas de deslocamento e distâncias entre terminais. Somente assim será possível superar esse cenário e corrigir falhas históricas nas cidades brasileiras.