A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/03/2020

O  Artigo 5 da Constituição Federal de 1988 garante o direito de ir e vir a todos os cidadãos. No entanto,percebe-se que no Brasil tal privilégio não tem sido assegurado de forma plena. Dessa forma, cabe analisar dois fatores que estão, diretamente, associado com a crescente crise de mobilidade urbana no País: o aumento da frota de carros e a falta de políticas públicas eficientes no transporte de massa.

Nesse contexto,vale ressaltar que uma das principais causas dessa problemática que representa um entrave tanto para vida das pessoas quanto para a democracia da Nação é  o aumento expressivo de veículos circulando nas ruas e,principalmente, nas grandes metrópoles, o que prejudica a mobilidade urbana. Sob tal óptica, segundo dados divulgados,em 2017, pela a ‘‘Folha de São Paulo’’,  revelou que a frota de carro cresceu mais de 400% nos últimos 10 anos.Entretanto, em decorrência disso, as vias públicas ficam congestionadas e não garantem a fluidez  do trânsito, o que gera diversos problemas,como o aumento do número de acidentes. Sob esse viés, em  2018,a Polícia Rodoviária registrou 95 mil acidentes graves, o que provocaram a morte de 6.844 pessoas. Logo,isso é inadmissível,pois vive-se em um País com altas taxas de impostos,e o Estado não investe como deveria em outros modais de transporte que garanta qualidade de locomoção à populaça .

Outrossim,cabe mencionar que outro fator que está ligado com a problemática em questão é a falta de políticas publicas eficazes  voltadas para o transporte de massa,pois  os ônibus,são o principal meio

de locomoção no Brasil. Porém, apresenta alguns problemas,como: têm baixa capacidade de atendimento e frota insuficiente, o que gera superlotação e demora. Desse modo, como forma de escapar dessa realidade, muitos cidadãos recorrem ao transporte particular, o que provoca quilômetros de engarrafamentos nas vias e estradas, além de afetar à saúde psicológica das pessoas. Sobre esse  aspecto, de acordo com dados divulgados,em 2015, pela Organização Mundial da Saúde (OMS),a pesquisa revelou que 2 a cada 10 brasileiros sofrem de estresse no trânsito.

Por fim, diante dos fatos analisados,fazem-se necessários medidas, afim de reduzir a  crise de mobilidade no Brasil. Assim, cabe à as instituições educadoras realizarem fóruns e debates,ministradas por  especialistas em planejamento urbano, com o intuito de promover um maior esclarecimento à sociedade do quanto é importante utilizar o transporte público,pois, ele é uma forma de reduzir a mobilidade.Ademais, cabe à sociedade organizada, por meio de manifestações,pressiona o Governo ,como o propósito de ele  investir mais no transporte púbico,incluindo planejamento de rotas,aumento da frota de veículo,investir em outras modalidades,como as linhas de  metrôs e trem.

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