A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/03/2020
Em 1950,o Presidente Juscelino Kubistcheck,em seu plano de metas,tinha como objetivo integrar todas as regiões do país.No entanto,apesar dos avanços na mobilidade urbana proporcionados por essa iniciativa,na conjuntura contemporânea,é evidente os problemas causados pelo aumento da frota de veículos nas grandes cidades brasileiras.Nesse contexto,urge analisar como as péssimas condições dos transportes públicos e a falta de planejamento urbano impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar,a princípio,que a crise da mobilidade urbana está intrinsecamente relacionada à má qualidade dos transportes públicos.De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Clima e Sociedade,as péssimas condições dos veículos de locomoção público corrobora para o aumento da preferência dos indivíduos por carro.Nesse viés,a ascensão dos automóveis individuais congestionam as principais ruas e avenidas dos grandes centros urbanos,os quais contribuem para o aumento da poluição sonora e do ar e,consequentemente,prejuízos em logística.Isso ocorre,sobretudo,devido à saturação dos ônibus e metrôs que possuem preços elevados e prestam um péssimo serviço aos cidadãos.
Outrossim,vale salientar que a ausência de planejamento urbano impede que os cidadãos se locomovam com qualidade.Nessa perspectiva,o modelo rodoviarista de JK não acompanhou o crescimento urbano que ocorreu nas últimas décadas,o qual sobrecarregou as principais rodovias do país.Diante disso,ruas e avenidas das grandes cidades não foram desenvolvidas para comportar o hodierno número de veículos que circulam diariamente, corroborando,assim,para os longos engarrafamentos.Além disso,a falta de ciclovias que proporcionam aos cidadãos uma alternativa sustentável e barata corrobora para as entraves na mobilidade.Por conseguinte,a crise na locomoção dentro das grandes cidades agravam os problemas ambientais
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para mitigar a crise na mobilidade urbana nos grandes centros urbanos.Logo,cabe ao Ministério da Infraestrutura - órgão do Estado responsável pela integração dos modais de transporte - ampliar a rede pública de transportes e,posteriormente,qualificar as prestações de serviços oferecidos a população,uma vez que tais ações corroboram para a diminuição da poluição e,principalmente,a redução do tempo perdido no trânsito pelos cidadãos.Isso deve ser feito por meio de subsídios financiados pelo governo,a fim de melhorar a mobilidade e,consequentemente,o bem-estar dos indivíduos.