A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 31/03/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, a realidade contemporânea é completamente o oposto do que é almejado pelo autor, uma vez que a crescente crise na mobilidade urbana brasileira apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse quadro antagônico é fruto tanto da superlotação dos transportes públicos, quanto da falta de planejamento nas metrópoles.
A priore, é essencial ressaltar que a superlotação dos transportes públicos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que tange a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades que não direcionam o dinheiro público ao transporte coletivo, forçando os cidadãos a investirem no carro próprio, lotando assim as rodovias. Desse modo, faz-se mister a reformulação desa postura estatal urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de planejamento nos grandes centros urbanos. Partindo desse pressuposto, falta nas grandes cidades linhas de metrô que poderiam resolver o problema das rodovias lotadas, porém, as poucas existentes sofrem com o descaso do poder público, já que são desconfortáveis e antigas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o transporte individual resulta no congestionamento em horários de pico, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, para se garantir uma maior qualidade de vida, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que por intermédio da Secretaria de Transporte será revertido em melhorias e no aumento das linhas de metrô, desincentivando a busca pelo transporte individual. Desse modo, o impacto nocivo da mobilidade urbana, e a coletividade alcançará a Utopia de More.