A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 02/04/2020
O Brasil implementou uma industrialização tardia, inicialmente feita pelo presidente Juscelino Kubitchek na década de 50. Como consequência, o processo de urbanização foi acelerado e caótico, devido ao alto crescimento vegetativa e migração interna, o que resultou no “inchamento das cidades”, sobretudo nas áreas metropolitanas. Tal processo intensificou uma série de problemas, como uma crise na mobilidade urbana que perdura até a atualidade - congestionamentos frequentes entre os automóveis, além da ineficiência do transporte coletivo que há de ser revisto e solucionado pelo poder público.
A priori, em 2012 foi sancionada a Lei de Mobilidade Urbana, na qual consistia na melhoria do deslocamento dos automóveis nas cidades com mais de vinte mil habitantes e integração de diferentes meios de transporte. Contudo, o planejamento que foi idealizado a longo prazo não é executado com êxito. Visto que nas grandes metrópoles brasileiras os trechos congestionados são constantes,, outrossim, carecem de corredores exclusivos de ônibus e maior circulação do mesmo. Como dito anteriormente, a crise na mobilidade cresce em conjunto da improficiência do transporte público hodierno, em especial os ônibus.
Correlacionado a isso, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, o cidadão das áreas metropolitanas gasta, em média, 3 horas do seu dia no trânsito devido ao predomínio do transporte individual em detrimento do transporte coletivo. Acrescenta-se também uma falta do poder público em não desenvolver com qualidade e incentivar o uso de transportes alternativos e sustentáveis, por exemplo, os patinetes eletrônicos e as bicicletas. Para ilustrar, consoante entrevistas da Rede Nossa São Paulo, é presenciada insegurança nas ciclovias com buracos e irregularidades para fazer bom uso, além da quantidade diminuta das ciclofaixas, contudo sua procura ainda é alta para fugir do trânsito.
Destarte, a fim de reverter a crise da mobilidade urbana no país, cabe ao Governo Federal disponibilizar verba direcionada ao Ministério do Desenvolvimento Regional para, primeiramente, ampliar a construção de faixas exclusivas de ônibus e maior circulação deles nas cidades, com o intuito de praticar a Lei de Mobilidade Urbana, incentivando as pessoas a usarem o transporte coletivo com qualidade e, por conseguinte, reduzir o congestionamento nas metrópoles. Ademais, ainda de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, é imprescindível elaborar ciclovias para incitar a mobilidade urbana sustentável e fazer menos uso do automóvel individual nas grandes vias, com revisão periódica a fim de certificar a segurança nas ciclofaixas. E portanto, o país caminhará para uma mobilidade urbana moderada e digna.