A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 02/04/2020

No Brasil, o transporte individual foi privilegiado em detrimento ao transporte público desde 1940, quando ocorreu a largada de carros no país. Assim que, a falta de políticas concretas de controle do consumo automobilístico e a precariedade do transporte público, causam ao Estado problemas sociais e de saúde pública

O privilegiamento do transporte privado no Brasil ocorreu durante o Século XX, durante o governo de Juscelino Kubitschek através da promoção da indústria nacional. Na sequência. os dados da Associação Nacional de Empresas de Transporte Urbanos (NTU), divulgou em 2019 que entre o ano de 1996 e 2017 o número de passageiros transportados por ônibus diminui 42%, sendo que a sociedade brasileira em 2005, segundo o IBGE, se aproximava dos dois milhões de habitantes. Ademais a precariedade do transporte público corrobora com os dados acima

Salienta-se que, a superlotação das estradas do País geram um mal estar comum e causando doenças psicossomáticas, como estresse e ansiedade. Em um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 30% dos moradores de São Paulo, maior capital do Estado, possui algum transtorno mental relacionado ao estresse ocasionado pelo trânsito da cidade. Não só, mas o pouco uso gera encarecimento da passagem, onde os estados precisam fazer reajustes constantes no preço, causando atritos sociais com a população mais pobre que perdem o direito de transitar pelas cidades, assegurado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU.

Desse modo, se faz necessário políticas a nível nacional visando um controle eficaz do consumo automobilística evitando uma superlotação. A fim de convencer as pessoas a trocarem seus veículos pelo transporte público, cabe aos municípios aumentar qualidade e frota à demanda da região, assim encurtar linhas longas e acrescentar novos com percursos inteligentes e com aderência popular. Enfim diminuindo superlotação, precariedade de transportes a o bem-estar social