A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/04/2020
Na última década, o debate sobre a mobilidade urbana no Brasil vem acirrando-se, haja vista que essa problemática interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas, seja do ponto de vista ambiental, seja do ponto de vista econômico. É notório, que a dificuldade de locomoção nos espaços urbanos é fruto de uma péssima infraestrutura de transporte público e uma falta de investimento governamental em meios de transporte alternativos, a exemplo das bicicletas. Nesse sentido, fazem-se necessárias medidas sociais e governamentais para amenizar essa problemática.
Observa-se, em primeira instância, a péssima infraestrutura do translado público nacional como um agravante dessa problemática.Tendo em vista que boa parte da nação e de seus governantes possui uma mentalidade resultante do modelo rodoviarista de Juscelino Kubitscheck que focaliza investimentos e políticas públicas na facilitação na locomoção e na aquisição de automóveis.Desse modo, o transporte público, por falta de verbas fica debilitado, sendo desconfortável para seus usuários, o que reforça a mentalidade popular de que o conforto só pode ser obtido por através do uso do automóvel, levando a formação da frota exorbitante que prejudica a locomoção nas cidades, como, em São Paulo.
Outrossim, tem-se a falta de investimentos em meios de locomoção alternativos, a exemplo de ciclovias .A título de ilustração, tem-se um levantamento realizado pelo G1, em 2014,o qual mostra que a quantidade de ciclovias no país corresponde à apenas 1% do total da sua malha viária.Em consequência disso, os cidadãos são forçados a recorrerem aos automóveis particulares e a um transporte público pouco diversificado, agravando a superlotação e o desconforto deste e a lentidão no trafego das cidades.
Dado as problemáticas, é notório a necessidade de ações conjuntas entre população e Estado.Logo, cabe ao Governo investir em politicas públicas para a melhoria do transporte coletivo, como a modernização e a diversificação desses meios de locomoção, através, por exemplo, da construção de ciclovias e da distribuição de pontos de aluguel de bicicletas pela cidade. Isso, a fim de diminuir o desconforto dos usuários do transporte público e tornar maior a adesão da população a esse e, também, facilitar o uso de transportes alternativos.Desse modo, reduzindo a frota automobilística e melhorando a mobilidade urbana.Ademais, é papel da mídia, quebrar a visão rodoviarista da nação e incentivar o uso de meios de transporte alternativos.