A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/04/2020
Durante a industrialização brasileira, no governo do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foi criado uma cultura em que o carro era sinônimo de status social. Evidenciando o supracitado, tal costume arraigou-se, e nos dias hodiernos é preferível o transporte individual em relação a utilização de transportes coletivos, o que fomenta em um impasse de mobilidade urbana no Brasil. Nessa conjuntura, torna-se premente analisar dois principais agravantes: a má qualidade do transporte público nacional e o baixo investimento para melhorias das rodovias brasileiras.
Em primeira análise, é lícito postular que segundo a Constituição Federal, o serviço deve ser administrado e mantido pelos municípios, mas os investimentos devem ser realizados pelos estados e Governo Federal, porém, é notório que há uma inversão dos valores constitucionais, uma vez que o principal motivo para o crescente número de automóveis individuais nas rodovias se dá, principalmente, pela péssima qualidade do transporte coletivo, como ônibus, trens e metrôs.
Outrossim, a industrialização no Brasil, ocorreu em uma velocidade elevada, o que motivou o rápido e desordenado crescimento das cidades através do êxodo rural. Ademais junto a esse fenômeno, surgiu a necessidade de deslocamento da casa até o trabalho, o que acontece até nos dias hodiernos. Com isso, é necessário rodovias em bom estado para garantir o deslocamento adequado dos indivíduos, e sem esse fato, não surge só o impasse da mobilidade urbana, mas também é ocasionado uma série de acidentes no trânsito. A falta de manutenção adequada e o mau planejamento são os responsáveis pelas irregularidades enfrentadas diariamente, pela população que utiliza esse modal.
Em suma, a crise da mobilidade urbana brasileira, é um complexo desafio contemporâneo que precisa ser combatido. Diante disso, o Governo brasileiro deve aplicar verbas destinadas aos transportes para sua manutenção e acessibilidade, a fim de garantir a organização e o conforto do cidadão. Em paralelo, é necessário que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) juntamente com o Setor de Obra dos municípios, fiscalizem e em seguida reparem as ruas e rodovias, para garantir um melhor fluxo e tentar mitigar o número de acidentes ocorridos diariamente. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto da crise da mobilidade urbana no Brasil, como também será garantido os direitos previstos na Constituição Federal.