A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/04/2020

Segundo a constituição cidadã de 1988, a mobilidade urbana é direito fundamental do cidadão, assim como dever do estado proporcioná-la. Hodiernamente, entretanto, a existência de um sistema público de transporte eficiente e acessível ainda é uma realidade distante para os brasileiros. Isso deve-se tanto pela falta de planejamento sobre mobilidade urbana, como também a existência de uma cultura consumista que prega o individualismo.

Antes de mais nada, é importante salientar o planejamento, ou a falta dele como fator essencial nos problemas de mobilidade urbana. Dessa forma, pode-se relacionar essa situação de redução da atenção ao sistema público à nossa herança “rodoviarista”, a qual surge durante o governo de JK como uma forma de convidar as empresas transnacionais a se instaurarem no brasil. Contudo, esse acontecimento terminou por resultar na existência de monopólios da mobilidade, centrado no consumo de  maior número transportes privados em relação ao público.

Além disso, é válido salientar o papel da mídia como disseminadora dessa ideologia consumista, a qual agrava a problemática. Dessa maneira, consoante o filósofo Karl Marx, a mídia é de suma importância no processo de implementação de uma ideologia, uma vez que a mesma possui esse poder de influência, a qual usa como forma de incentivar a compra de automóveis particulares, os quais muitas vezes são ligados ao poder, no lugar de transportes públicos.

Portanto, visto os aspectos do tema abordado, nota-se a necessidade de uma ação do Estado, na qual por meio do Ministério da Educação juntamente ao da Cultura, deverá por meio de aulas, palestras e uso de mídias virtuais e audiovisuais, apresentar aos indivíduos as qualidades e  a importância do uso de transportes públicos, além da ampliação dos investimentos na infraestrutura do sistema, visando assim o comprimento da nossa constituição cidadã.