A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 19/04/2020
Atrasos, estresse, correria e cansaço; esses são alguns dos sentimentos comuns a pessoas que utilizam o transporte público brasileiro. Ônibus e metrôs lotados e muita insegurança ao realizar o simples trajeto de ida e volta do trabalho, ou faculdade. Mas será que em meio à todo esse caos, há uma solução eficaz para devolver à essas pessoas a qualidade de vida que lhes foi tirada? Evidentemente, já existem medidas eficazes que foram tomadas por cidades como Nova York e Bogotá, que melhoraram significativamente o transporte público da cidade com medidas altamente eficazes.
Com quase 210 milhões de habitantes segundo o Banco Mundial, o Brasil tem seus problemas tão grandes quanto a sua população. No caso da mobilidade urbana, a péssima estrutura de transporte coletivo em grandes cidades agrava ainda mais o problema, fazendo com que muitas pessoas recorram ao uso de automóveis em busca de uma mínima dignidade na hora de exercer seu direito de ir e vir. Segundo dados do Denatran de 2019, o Brasil já tem 1 carro a cada 4 habitantes, especialistas alertam: se o aumento da frota permanecer nesse ritmo, dentro de 8 anos, metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro entrarão em colapso.
A cidade de Bogotá é hoje referência mundial quando o assunto é medidas para a solução da mobilidade urbana. O prefeito Enrique Peñalosa, tomou medidas drásticas a fim de resolver o problema do trânsito caótico. Podemos citar a redução para vaga de estacionamento, aumento das calçadas para maior segurança dos pedestres, entre outras medidas, que visaram reduzir o uso do transporte individual em detrimento do coletivo. É claro que houve uma melhoria no transporte público da cidade a fim de fomentar a utilização desses modais.
Tendo em vista tais fatos, juntos, o Governo Federal, Municipal e as empresas privadas deverão entrar em acordo e aumentar as linhas de ônibus e metrô, ampliando não só a capacidade, mas o horário de funcionamento. Deve-se também melhorar a iluminação em pontos de ônibus, afim de garantir maior segurança para as pessoas. Além disso, deve-se fomentar a utilização de transportes sustentáveis como a bicicleta, fazendo o aumento no número de ciclovias e ampliação dos programas de compartilhamento solidário de bikes, aumentando a capacidade de percurso de quem a utiliza. Posteriormente, é preciso um acordo com empresas privadas que prestam serviço aos municípios e cidades para uma integração de modais em um único cartão de transporte, a fim de reduzir as tarifas intermunicipais e facilitar o percurso de quem precisa atravessar a cidade para trabalhar, estimulando a utilização desses modais. Portanto, isso demonstra que há sim medidas que podem e devem ser tomadas a fim de dar mais dignidade e qualidade de vida à população brasileira.