A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/04/2020

A verdade por trás da urbanização da cidade grande

A terceira revolução industrial, também conhecida como revolução digital, possibilitou, dentre o avanço de incontáveis tecnologias, o acompanhamento de transportes públicos em tempo real. Com a facilidade de se locomover na cidade, grande parte da população passou a usufruir do serviço. Atualmente, no entanto, é notável o aumento da crise existente no deslocamento urbano. Tal agravante ocorre porque a baixa infraestrutura das cidades e o pobre serviço oferecido pelas empresas responsáveis pelo transporte público impossibilita a locomoção da sociedade com qualidade e conforto.     Em primeira análise, vale ressaltar a falta de vias e corredores próprios para a mobilidade dos cidadãos, visto que não há uma preocupação dos responsáveis pelos projetos das cidades e, muito menos, manifestações realizadas pela população para reverter essa situação. Houve em São Paulo, durante o governo do prefeito Fernando Haddad, a implantação de ciclovias direcionadas aos pedestres. De acordo com a ciclocidade, após tal feito, o número de ciclistas dobrou na cidade. Nota-se, dessa forma, a necessidade de ampliar ciclofaixas em todas as áreas urbanas do Brasil, logo que fora de São Paulo — a cidade mais urbanizada do país —, a mobilidade não é valorizada.

Ademais, a ineficiência e a estrutura dos transportes públicos não atrai a população. Segundo a pesquisa realizada pela revista Exame, apenas 27% dos entrevistados não utilizaria o transporte público, ainda que esse superasse as suas expectativas. Logo, observa-se que parte majoritária das pessoas abriria mão de se locomover através de automóveis próprios ou particulares caso o serviço público fosse de qualidade.

Em suma, é mister melhorar a estrutura das cidades e do transporte público de acordo com a necessidade da população. Portanto, cabe aos governadores locais e às empresas que controlam os transportes públicos promover a construção de ciclofaixas e corredores de ônibus, além de investir na estrutura dos veículos de locomoção. Dessa forma, ter-se-á uma maior utilização dos transportes e espaços públicos por parte dos cidadãos. Para que, assim, os aplicativos criados para facilitar a mobilidade urbana sejam, de fato, úteis.