A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/05/2020
A política desenvolvimentista adotada pelo presidente Juscelino Kubitschek priorizou a construção de rodovias e facilitou a entrada de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil. Entretanto, essa herança histórica impediu o desenvolvimento de outros modais, encarecendo, então, o preço de diversas mercadorias e também a locomoção dos cidadão pelos centros urbanos, uma vez que seria melhor a diversificação de veículos de transporte. Nesse viés, é necessário analisar como a mobilidade urbana compromete a saúde e também a economia do Brasil.
Em primeiro lugar, as dificuldades em transitar afeta a saúde de diversos habitantes. Isso ocorre, pois o processo de industrialização,1930, foi o fator propulsor da urbanização no Brasil, porém na maioria dos estados ele ocorreu sem planejamento arquitetônico. Em consequência disso, diversos moradores, que residem em áreas distantes de seus postos de trabalho, optaram pelo transporte individual, pois ele é mais confortável e seguros, mas contribui com o engarrafamentos e com a poluição do ar. No documentário “130KM” o espetador consegue captar as dificuldades e as angustias de moradores de São Paulo que em virtude da má qualidade do ar desenvolvem problemas respiratórios, pois ficam horas respirando ar contaminado com fuligem. Logo, a falta de mobilidade urbana compromete a qualidade de vida da população.
Em segunda análise, a pouca de diversificação dos modais faz com que o rodoviarismo encareça muitas mercadorias. Durante os sucessivos governos os investimentos nesse setor foi mantido. No entanto, isso não significa que haja melhorias nas estradas, uma vez que, muitas delas, não recebem manutenção adequada. Em decorrência disso, diversos produtos têm seu custo afetado, visto que a grande extensão latitudinal encarece o frete, segundo dados E-Commerce Brasil, o custo de uma empresa com logística pode chegar a 10% de seu faturamento. Logo, esse prejuízo é repassado ao consumidor que perde parte de seu poder de compra.
Portanto, a pouca mobilidade urbana advinda de políticas púbicas ultrapassadas compromete o bem- estar e a renda de muitos indivíduos. Nesse sentido, para diminuir o tempo de deslocamento e preservar a saúde física e emocional é essencial que as empresas privadas em parceria com as prefeituras invistam na implantação de ciclovia, além disso, as ONGs, por meio de campanhas nas redes sociais, devem sugerir aplicativos que permitam realizar essa atividade de forma confiável para que, assim, a mobilidade nos espaços urbanos seja restaurada. . Por fim, é essencial romper com o modelo tradicional e diversificar as modalidades de transporte com a finalidade de ampliar e diminuir os custos para que problemas como os retratados no documentário “130KM” sejam amenizados.